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É com grande pena que vemos baldados todos os nossos esforços para persuadir os trabalhadores portugueses do controlo aéreo a aderir à greve geral nacional da próxima Quinta-feira.

Trata-se de um sector do trabalho nacional que merece todo o nosso respeito e toda a nossa solidariedade. Os trabalhadores do controlo aéreo desempenham uma actividade duríssima, e estão nesta ocasião a negociar com os aeroportos portugueses, o seu patronato, as novas cláusulas do contrato de trabalho para o sector.

Essa é uma das razões por que acham não dever entrar, nesta exacta ocasião, na greve geral agendada.

Permitimo-nos discordar deste argumento, pois a greve geral tem um carácter político e sindical muito mais vasto, e não só não prejudica as negociações sindicais em curso como contribuirá para a vitória no próprio sector.

Outro dos argumentos invocados para a não adesão à greve geral prende-se com o facto de a greve só ter sido convocada por uma das centrais sindicais, no caso a CGTP- Intersindical.

E também aqui não lhes assiste razão.

Com efeito, a greve geral nacional da próxima Quinta-feira foi convocada por todos os movimentos políticos e sindicais democráticos, e não apenas pela Intersindical.

Com excepção do Engº Proença e da direcção nacional da UGT, um número apreciável de sindicatos desta última central sindical e um grande número de trabalhadores neles filiados declararam já a sua adesão à greve, cientes de que a unidade dos trabalhadores e o seu apoio às formas de luta unitárias é a forma correcta de ultrapassar a traição do Compromisso assinado pela UGT, pelo governo e pelas entidades patronais em sede de comissão permanente de concertação social, sob a égide da Tróica.

Os trabalhadores portugueses do controlo aéreo têm sabido travar duras lutas pelos seus próprios interesses e pelos interesses de todo o movimento sindical em Portugal.

É pena, se agora ficarem de fora!

fonte: LUTA POPULAR

 


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