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CONTRA O ROUBO DO TRABALHO E DO SALÁRIO!

PELA GREVE GERAL NACIONAL!

TODOS À MANIFESTAÇÃO DIA 11 DE FEVEREIRO NO TERREIRO DO PAÇO

Concentração dos camaradas da corrente Luta-Unidade-Vitória nos Restauradores pelas 14H30

 
 
 
 
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Como estava previsto, os sindicatos da TAP preparavam-se para consumar a traição com um simulacro de votação, num hotel de Lisboa, mas cerca de 200 trabalhadores impediram essa situação com grande determinação.

Tentando barrar os trabalhadores não sindicalizados de assistir á reunião, os dirigentes dos sindicatos obtiveram logo aí uma primeira derrota, todos os trabalhadores sindicalizados ou não forçaram as portas do auditório invadindo o local.  A segunda derrota foi quando os trabalhadores votaram de braço no ar, esmagadoramente, rejeitando liminarmente a proposta de traição, ao mesmo tempo que decorria a fuga precipitada dos dirigentes sindicais – depois de ser chamada a polícia, para obrigar a evacuação da sala (demasiado ruído…é fartar vilanagem) – pela garagem! 

Deixamos aqui em vídeo as declarações de um dos trabalhadores, Margarida Lopes, que demonstra uma enorme determinação de luta, combate esse pela sua justeza, se imporá de futuro.

Contra os traidores! Os trabalhadores vencerão!

 
 
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Do correspondente da nossa Linha Sindical recebemos este comunicado dos trabalhadores da Groundforce, que denunciam a traição por parte de sindicatos da TAP, que consistiu num pré-acordo cozinhado com a administração da referida empresa, que traem miseravelmente os interesses e aspiração dos trabalhadores.


«Colegas da Groundforce
 
Depois de um longo período de silêncio, eis que os nossos amigos sindicalistas assinaram um pré-acordo com a administração; esse pré-acordo segundo o comunicado emitido (tardiamente) hoje de manhã (isto depois de a própria TAP ter informado ontem desse mesmo acordo), vai ser ratificado pelos trabalhadores por voto secreto em várias reuniões a realizar pelas várias escalas; ora o que os nossos zelosos sindicatos NÃO DIZEM É O QUE É QUE VAI SER VOTADO !!!!
 
Então vamos lá:

 - CONGELAMENTO SALARIAL - ATÉ 2015 - DOIS MIL E QUINZE MEUS AMIGOS !!!

- SEMANAS DE 37,5 A 50H, FAZENDO A MÉDIA DAS 37,5H NO FIM DO SEMESTRE, ISTO SIGNIFICA BANCO DE HORAS !!! SIGNIFICA A DESREGULAÇÃO TOTAL DAS NOSSAS VIDAS (MAIS AINDA) ! 50 HORAS DE TRABALHO POR SEMANA MAIS HORA DE REFEIÇÃO E TEMPO DE DESLOCAÇÃO, COM QUE TEMPO FICAREMOS PARA AS NOSSAS FAMÍLIAS ??????

 - TRAB. NOCTURNO DAS 00,00 ÀS 5,00 (com o plafond a passar de 30 para 20) - DAMOS 7  POR DIA EM TROCA DE 10 POR MÊS !!!

 - A MEIA HORA DO PEQUENO ALMOÇO NÃO CONTA COMO TEMPO DE TRABALHO, OU SEJA VAMOS TRABALHAR MAIS MEIA HORA !!!!!!!!!!!

 - 26 DIAS ÚTEIS DE FÉRIAS  

...mas quem tiver 12 dias de baixa +1 dia ... tem menos 1 dia de férias
...12 dias de baixa +2 dias...tem menos 2 dias de férias
...12 dias de baixa + 3 dias ou mais ...tem menos 3 dias de férias
...ou seja o mínimo são 23 dias de férias

OU SEJA COM A CONTABILIZAÇÃO ORIGINAL DE ABSENTISMO FEITO PELA GROUNDFORCE (VEJAM-SE AS AVALIAÇÕES) É CERTO QUE TEREMOS TODOS 23 DIAS !!!

- SUBS. DE REFEIÇÃO BAIXA DE 4,68€/DIA PASSA PARA 3,48€/DIA ... E PAGAMOS 2,50 € NO REFEITÓRIO EM VEZ DOS ACTUAIS 0,50€ ....onde não há refeitório passa de 10€ para 8€; RESUMINDO, SÓ NAS REFEIÇÕES É UMA PERDA DE 70€/MÊS !!!

TUDO ISTO FOI ACORDADO PELOS SINDICATOS C/ TAP, SPDH, URBANOS

Nota: os trabalhadores só terão conhecimento disto durante os plenários...votando na meia-hora final ...por voto secreto.

PREPARAM-SE PARA NOS DAR O GOLPE, APRESENTANDO-SE COMO SINDICATOS MUITO RESPONSÁVEIS (PARA O LADO DAS ADMINISTRAÇÕES) E QUE ABANDONARAM COMPLETAMENTE A DEFESA DOS TRABALHADORES QUE DESCONTAM TODOS OS MESES !!!!

QUEM IRÁ SOFRER COM ESTAS MEDIDAS ??? NÃO SÃO DE CERTEZA OS SINDICALISTAS QUE ASSINAM ESTE ACORDO ! SOMOS NÓS !!!

POR TUDO ISTO - VOTA NÃO !!! NÃO ! NÃO !

A CULPA DO INFORM/GROUNDFORCE XXI/MÁ GESTÃO/DUMPING NÃO É NOSSA !!!!

DIVULGA»

 
 
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Não será nunca demais insistir que o eixo do combate actual do movimento operário em Portugal é a luta contra o trabalho forçado, que o governo reaccionário PSD/CDS quer impor a todos os trabalhadores sob a forma de prestação, por cada um deles, de meia hora de trabalho diário não pago, o que, ao fim de um ano, representa, para cada trabalhador, cerce de três semanas de trabalho escravo. Com esta imposição de trabalho forçado, o capital e o seu governo PSD/CDS buscam humilhar o proletariado e as massas trabalhadoras, em geral, liquidando, de passagem, duas das suas conquistas históricas revolucionárias: a jornada máxima de oito horas e a semana máxima das quarenta horas.

A greve geral nacional do passado dia 24 de Novembro constituiu uma importantíssima vitória do povo trabalhador e demonstrou que o povo tem força, tem vontade e tem organização para impor ao governo reaccionário PSD/CDS uma derrota demolidora na frente da luta contra o trabalho forçado.

Tentando minar os efeitos da greve geral, o governo dos patrões aproveitou a reunião do conselho de concertação social agendada para o dia 28 de Novembro (4 dias depois da greve), para discutir com os chamados parceiros sociais – centrais sindicais e confederações patronais – o projecto de lei do trabalho forçado.

As centrais sindicais (tanto a Intersindical, como a UGT) reagiram vivamente à manobra do governo e do patronato e repudiaram o projecto do diploma, a que as centrais sindicais, decerto por não quererem adoptar a qualificação devida ao MRPP, não chama (ainda?) de diploma do trabalho forçado.

O certo – e é aquilo que aqui e agora importa – é que as centrais sindicais actuaram bem, e em conjunto, com o repúdio do diploma.

Irritada e arrogante, a representação do governo fascista Coelho/Portas no conselho de concertação social pôs termo à reunião e agendou novo encontro para 12 de Dezembro, aparentemente para continuar a discussão do projecto de lei do trabalho forçado.

No dia 7 de Dezembro, cinco dias antes da agendada reunião do conselho de concertação social, o governo da direita Coelho/Portas aprovou, em reunião do executivo, o projecto de lei do trabalho forçado, antecipando-se à reunião do conselho.

Assim, na segunda-feira, dia 12 de Dezembro, já nada havia para discutir sobre trabalho forçado na reunião do conselho de concertação social.

Da conduta do governo na matéria, há que extrair duas conclusões políticas: uma geral e outra prática.

A conclusão geral é que o governo PSD/CDS se comporta cada vez mais como um governo fascista, arrogante e ditatorial, que, com o silêncio cúmplice do presidente da República, liquida o funcionamento e a existência de órgãos constitucionais democráticos, como o conselho de concertação social, convencido de que o facto de ter obtido uma maioria absoluta nas eleições legislativas lhe dá o direito e o poder de extinguir, alterar ou menosprezar o funcionamento dos outros órgãos democráticos, gizados na Constituição da República como órgãos de equilíbrio de poder.

O diploma sobre o trabalho forçado, o corte nos salários e pensões e a liquidação dos órgãos de concertação social são claros indicativos de que o governo de direita se propõe governar como um governo fascista, confundindo maioria absoluta com ditadura militar.

Isto mostra que a luta em defesa da democracia e da liberdade tem de intensificar-se contra os avanços dos fascistas Coelho/Portas.

E a conclusão política prática é esta: se o governo entende que um projecto de lei sobre o trabalho forçado não tem que ser discutido no conselho de concertação social, então tal conselho não serve para nada senão para enganar os trabalhadores e, por isso, as duas centrais sindicais (Intersindical e UGT) devem suspender imediatamente a sua participação no conselho de concertação social até que o governo abandone o projecto de trabalho forçado ou regresse à discussão do assunto nesse conselho.

Entretanto, o secretário-geral do Partido Socialista, José Seguro, e o secretário--geral da UGT, João Proença, reuniram de emergência no dia de ontem, 12 de Dezembro, (dia da agendada reunião do conselho concertação social).

Na conferência de imprensa dos dois secretários-gerais, Seguro declarou, alto e bom som, que não aceitaria o diploma do trabalho forçado (na linguagem dele, o diploma da meia hora de trabalho diário a mais).

Se é para levar a sério, esta declaração de Seguro é a primeira posição de esquerda do novo secretário-geral do PS desde que foi eleito para o cargo, e, como tal, deve ser saudada por todos os trabalhadores.

Mas não nos deixemos iludir: o PS é cada vez mais um partido de direita e, frequentemente, muda mais rapidamente de opinião do que o seu secretário-geral muda de camisa.

Seja como for, está a crescer o movimento político da luta contra o trabalho forçado.

Operários e trabalhadores: discutam esta matéria nos vossos locais de trabalho e adoptem resoluções contra o trabalho forçado!

Exijam às centrais sindicais e aos partidos políticos (que se reclamam de esquerda) que se unam numa forte e única frente contra o projecto do trabalho forçado!

Convençam e exijam às centrais sindicais que devem desde já declarar a sua intenção de nova greve geral nacional para o dia em que o diploma sobre o trabalho forçado vier a ser discutido na Assembleia da República!

Os trabalhadores têm força suficiente para vencer o governo reaccionário PSD/CDS neste combate contra o trabalho forçado. Discutam nos locais de trabalho! Organizem-se em comissões de luta!

Morte ao Trabalho Forçado!

Lisboa 13 de Dezembro de 2011

Linha Sindical, Luta-Unidade-Vitória!

 
 
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Recebemos do nosso correspondente no Sindicato dos Maquinistas Sul, um comunicado da subcomissão de trabalhadores - Barreiro/Linha do Sado,  que coloca uma denúncia forte e concisa: a preparação da CP brevemente  "matar definitivamente o serviço regional do Algarve (Faro-Setúbal) e  deixar sem comboios, seguindo aliás os planos do anterior e do actual  governos, cumpridores servis do memorando da Tróica.

«Com os novos horários a implementar brevemente, a CP pretende matar  definitivamente o serviço regional do Algarve (Faro-Setúbal) e deixar  sem comboios:

Setúbal 
Mouriscas do Sado
Monte Novo Palma Alcácer do Sal
Canal Caveira 
Azinheira dos Barros
Lousal 
Ermidas do Sado
Alvalade Funcheira
Amoreiras Luzianes
Pereiras S. 
Clara - Sabóia
São Marcos da Serra Messines

Apesar de se tratar de uma linha modernizada com reduzidos custos de exploração, os horários não têm vindo ao encontro das necessidades de  mobilidade das populações (por exemplo, não permitem a muitas delas ir  a Lisboa e voltar no mesmo dia), em alguns casos os tempos de trajecto foram aumentados, as ligações pioraram ou deixaram de existir, criando um quadro de insustentabilidade.

Num momento de dificuldades, em que o incentivo ao transporte público deveria ser uma prioridade, quando o combate à desertificação deveria ser um imperativo e a coesão social uma realidade, a CP aposta na extinção de um serviço fundamental para estas populações.

Neste quadro, a Sub-CT Barreiro - Sado solidariza-se com as populações na exigência de:

- Manutenção e melhoria do serviço ferroviário neste trajecto com melhor oferta, complementar ao serviço Inter Cidades de modo a torná-lo sustentável.


- Elaboração de horários que sirvam as populações.

- Acresce que as alterações vão deixar sem qualquer ligação ferroviária ao Algarve, as cidades de Alcácer do Sal e Setúbal, até aqui servidas pelos Inter Cidades e Regionais.

PELO DIREITO À MOBILIDADE
CONTRA A EXTINÇÃO DO SERVIÇO REGIONAL
PELA DEFESA DOS POSTOS DE TRABALHO NA FERROVIA



A Sub Comissão de trabalhadores de Barreiro-Sado.

 
 
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Recebemos do nosso correspondente do SINDEM a seguinte resolução.

Resolução (Aprovada em reunião de Direcção)
Sobre o trabalho futuro no SINDEM em relação ao aumento dos horários

O movimento operário e sindical, reforçado com a grande vitória da greve geral nacional do passado dia 24 de Novembro, tem como objectivo político imediato o derrubamento do governo PSD/CDS de traição nacional, a liquidação da política terrorista imposta pela Tróica e a substituição de tudo isso por um governo democrático patriótico, constituído pela unidade de todas as forças populares;

O centro de gravidade da luta do movimento operário e sindical é o combate sem tréguas contra o trabalho forçado (mais meia hora diária não paga) e em defesa da jornada das 8 horas de trabalho diário e da semana de 40 horas, conquistas históricas do movimento operário português e dos proletários de todos os países;

Como a pretensão de impor o trabalho forçado e de liquidar as conquistas históricas das 8 horas de trabalho diário e das 40 horas de trabalho semanal são ilegais, o movimento operário e sindical deve adoptar todas as formas de luta (legais ou ilegais) que estiverem ao seu alcance e para cuja utilização estiver organizado.

Para vencer a luta contra o trabalho forçado e pela defesa da jornada das 8 horas e da semana das 40 horas, deve preparar-se desde já a próxima greve geral nacional, destinada a paralisar o país e derrubar o governo e aquela política terrorista reaccionária.

Em todas as reuniões levadas a efeito, os trabalhadores devem ordenar às centrais sindicais e a todos os sindicatos que não aceitem, em circunstância alguma, designadamente nas reuniões da chamada Concertação Social e do chamado Conselho Económico e Social, que não aceitem nunca o trabalho forçado ou a alteração da jornada máxima das oitos horas e da semana máxima das quarenta horas (mantendo a jornada e semana de trabalho de horários inferiores).

Na empresa devem ser organizadas, sem necessidade de avisos ou de autorizações prévias, paralisações sectoriais ou totais, debates e plenários, para protestar contra o trabalho forçado em defesa da jornada das 8 horas e da semana das quarenta horas.Em circunstância alguma deverão os trabalhadores aceitar o trabalho forçado. E onde for instaurado o trabalho forçado, os trabalhadores devem iniciar imediatamente uma greve de braços caídos no momento em que começar o tempo de prestação do trabalho forçado.

Devem organizar-se concentrações de trabalhadores, protestos e greves por empresa, fábrica ou sector, greves parciais ou totais, conforme for possível.

O trabalho forçado não passará! Morra o trabalho forçado!

Viva a semana das 40 horas!

Lisboa 28 de Novembro de 2011

A DIRECÇÃO

 
 
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No momento actual, o ponto fulcral do ataque terrorista da Tróica e do governo de traição nacional do PSD/CDS consiste na tentativa de humilhação da classe operária e dos trabalhadores, através da imposição do trabalho forçado e do aumento da jornada das 8 horas e da semana das 40 horas, que, como se sabe, constituem conquistas históricas do movimento proletário.

      O movimento operário e sindical, reforçado com a grande vitória da greve geral nacional do passado dia 24 de Novembro, deve ter como objectivo político imediato o derrubamento do governo PSD/CDS de traição nacional, a liquidação da política terrorista imposta pela Tróica e a substituição de tudo isso por um governo democrático patriótico, constituído pela unidade de todas as forças populares.

      Continuando a ser esse o objectivo político por que nos devemos bater para abrir caminho à emancipação de quem é explorado, o centro de gravidade da luta do movimento operário e sindical tem de ser, contudo, o combate sem tréguas contra o trabalho forçado (mais meia hora diária não paga) e em defesa da jornada das 8 horas de trabalho diário e da semana de 40 horas.

Quer isto significar que,em circunstância alguma, podemos aceitar o trabalho forçado.

Nas empresas, fábricas, oficinas e outros locais de trabalho onde for instaurado o trabalho forçado, devemos iniciar imediatamente uma GREVE DE BRAÇOS CAÍDOS no momento em que começar o tempo de prestação do trabalho forçado.

É absolutamente vital que os trabalhadores desencadeiem um combate sem tréguas e incansável para impedir que o trabalho forçado tenha a mínima aplicação, para o que se impõe

1. A realização de assembleias em todos locais de trabalho onde for possível, para aprovação de propostas de rejeição do trabalho forçado e de rejeição da alteração da jornada de 8 horas e da semana das quarenta horas (sem prejuízo de horários inferiores).

2. A adopção de todas as formas de luta (legais ou ilegais) que estiverem ao seu alcance e para cuja utilização estiver organizado.

3. A organização, sem necessidade de avisos ou de autorizações prévias, de paralisações sectoriais ou totais, debates e plenários, para protestarmos contra o trabalho forçado e em defesa da jornada das 8 horas e da semana das quarenta horas.

4. A organização de concentrações de trabalhadores, protestos e greves por empresa, fábrica ou sector, greves parciais ou totais, conforme for possível.

5. A preparação desde já da próxima greve geral nacional, destinada a paralisar o país e derrubar o governo e a política terrorista reaccionária da Tróica e seus lacaios.

VIVA A SEMANA DAS 40 HORAS!

NÃO AO AUMENTO DA JORNADA DAS 8 HORAS DE TRABALHO!

A LUTA CONTINUA!

O POVO VENCERÁ!

 
 
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Deixamos aqui escrita a proclamação do PCTP/MRPP à Classe Operária e ao Povo Português, que a nossa Linha Sindical apoia com grande determinação.

Sem o derrube deste Governo de traidores, e em contrapartida a constituição de um Governo de Esquerda Democrático Patriótico, os trabalhadores não obterão a vitória necessária para a sua futura emancipação.

Proclamação sobre a Greve Geral Nacional de 24 de Novembro

Convocada que foi, finalmente, a Greve Geral Nacional para o próximo dia 24 de Novembro, o PCTP/MRPP vem, antes de mais, apoiar decididamente essa convocatória, pela qual sempre se bateu, e apelar a todas as organizações sindicais, políticas, cívicas e sociais para que também a convoquem, apoiem, organizem, e a levem a cabo com a maior amplitude, dedicação, firmeza e entusiasmo.

Esta greve geral nacional é, antes de mais, uma consequência, e uma consequência histórica, do movimento operário e popular, contra todos os que entendiam que ela era prejudicial para os interesses dos trabalhadores portugueses e que estes se deveriam antes deixar subjugar e asfixiar.

O PCTP/MRPP, que desde sempre se tem batido pela urgência desta greve geral nacional, vê com grande satisfação que finalmente as organizações sindicais dos trabalhadores hajam compreendido que, para a consequência e para o êxito desta forma de luta, é absolutamente fundamental não apenas o seu carácter nacional, mas também que seja levada a cabo com uma forte e determinada organização e com ocupação dos locais de trabalho.

O PCTP/MRPP conclama assim todos os operários, todos os trabalhadores de todos os sectores de actividade, públicos e privados, todos os desempregados, todos os jovens, todos os idosos, todos os estudantes e professores, todos os intelectuais progressistas a apoiarem e, mais do que isso, a participarem activa e entusiasticamente, e num espírito de grande unidade, na Greve Geral Nacional de 24 de Novembro.

Esta Greve Geral Nacional não pode ser nem equívoca nem fraca, antes deve ser clara e deve ter, sem tibiezas nem hesitações, o objectivo de derrubar o Governo e de derrubar o sistema que, em cada dia que passa, está a aterrorizar o Povo Português com medidas inteiramente fascistas e terroristas.

Na verdade, na situação actual, o pior que se pode fazer é ter medo, é baixar os braços, é esquecer que, se tivermos uma linha de combate justa e objectivos correctos, temos força para derrubar um governo e um sistema que estão a levar os trabalhadores e o País para uma situação pior que a dos piores tempos da governação salazarista.

É preciso assim dizer com toda a clareza que as medidas governamentais terroristas não passarão, que o governo e o sistema de exploração e opressão sobre quem trabalha devem ser derrubados e que o Povo vencerá!

A Greve Geral Nacional de 24 de Novembro deve também ser firme e minuciosamente preparada em todos os sectores (da Administração Pública ao Privado, da Indústria e Serviços à Agricultura, dos portos e aeroportos aos transportes e comunicações) e em todos os locais de trabalho, com ocupação e permanência nos mesmos por todo o período de greve e com a prévia organização dos piquetes de greve, dos locais de concentração e das diversas acções a desenvolver. Para que possa ser, e seja efectivamente, uma grande e memorável jornada de luta, cheia de entusiasmo, de generosidade, de capacidade de lutar por um País e por um Mundo melhores, sem exploradores nem opressores!

Para que faça gelar o riso dos palhaços que todos os dias nos roubam os salários e as pensões e expropriam o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos.

E para que crie condições para novas e decisivas batalhas numa guerra que o Povo Português seguramente vencerá!

Viva a Greve Geral Nacional de 24 de Novembro!
Contra o medo e contra as medidas terroristas do governo e da tróica!
Não pagamos!
Pelo derrube do governo e do sistema que nos explora e oprime!
Por um Governo de Esquerda, Democrático Patriótico!
O Povo vencerá!