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Publicamos agora e na íntegra, a carta que a direcção do SINDEM (Sindicato da Manutenção do Metropolitano),   endereçou ao Secretário-Geral da CGTP sobre a próxima greve geral convocada para 14 de Novembro de 2012.


                                                                                                                                        Lisboa, 08 de Outubro de 2012

Exmo. Senhor
Arménio Carlos
Ilustre Secretário-Geral da CGTP-IN

Camarada,

A Direcção do Sindem congratula-se com o facto dessa central sindical ter finalmente convocado, para o próximo dia 14 de Novembro, a greve geral por que há muito pugnávamos.
Na nossa maneira de ver, a greve geral deve ser tida como um instrumento de luta necessário e indispensável e a arma mais eficaz a ser utilizada pelos operários e trabalhadores para, pelas vezes que forem precisas, paralisar o país e levar ao derrubamento deste governo de traição nacional.

Tal como já tivemos oportunidade de expressar, e agora reiteramos, a próxima greve geral e todas as que se seguirem, deve ter, de forma clara e inequívoca, como seu objectivo político o derrube do governo e a formação de um governo democrático patriótico.

Entendemos que se não se mobilizar e organizar os operários, os trabalhadores em geral, os desempregados, os pensionistas, os estudantes, em torno deste objectivo, a greve geral será inútil e o movimento operário e sindical levado à derrota.

Não podemos, por isso, deixar de manifestar a nossa preocupação pelo facto de, mais uma vez, e agora em que o grito generalizado dos trabalhadores portugueses, para não dizer unânime, é o de correr com este governo, não tenha ficado claro na convocatória da CGTP que o objectivo desta greve geral seja o de derrube deste governo.

Pela nossa parte, tudo faremos para que seja assegurada uma ampla participação dos trabalhadores do sector dos transportes nesta greve geral, apelando para que seja constituída uma comissão, tanto neste sector como a nível nacional, tendo em vista assegurar uma mobilização e unidade de todos os sindicatos, filiados ou não nas centrais sindicais, comissões de trabalhadores, associações e movimentos cívicos e organizar ao mínimo pormenor a participação nesta greve.

É imperioso que esta greve seja uma greve a sério e que, propondo-se, como se impõe, derrubar o governo, constitua um poderoso passo em frente para atingir esse objectivo.

VIVA A GREVE GERAL NACIONAL!
GOVERNO PARA A RUA!
POR UM GOVERNO DEMOCRÁTICO PATRIÓTICO!

Saudações fraternais
A Direcção do Sindem


 


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